O Covid-19, o e-commerce e as previsões Natalícias.


Dizer que o e-commerce, ou comércio eletrónico, cresceu durante a pandemia não é mais que constatar o óbvio. Acrescentemos então um número ao óbvio: 2025. O segmento “online shopping”, que mesmo pré-pandemia já crescia de forma notável, alcançou em 2020 uma dimensão que as projeções mais otimistas só previam para 2025 - uma antecipação de 5 anos, portanto.


Este crescimento resultou de uma necessidade gerada pela pandemia (lockdowns, horários reduzidos de funcionamento, etcetera), sendo que a questão que porventura mais importa responder não é a que se prende com o passado, com o “reason why”, mas com o futuro: e agora, numa realidade pós-pandémica (a ciência permite a audácia), a digitalização do comércio, avança imparável ou conhece uma estagnação?


A resposta parece ser uma na linha de crescimento mais moderado:


“Após um aumento de quase 20% no ano passado devido à pandemia, espera-se que, este ano [2021] o e-commerce ligado ao setor do retalho nos EUA tenha um crescimento menor, mas ainda significativo, de 8,7%” in ROI Revolution Blog.


Partamos deste consenso: com a pandemia, muitos negócios alteraram o seu modelo de negócio para uma abordagem digital-first, ou até mesmo digital-only.


Pois bem, em 2021, o comportamento do comprador parece indicar a necessidade de manter os canais digitais já estabelecidos, mas ao mesmo tempo, pelo menos para algumas empresas, de o fazer combinando o online e o offline:


“Muitos consumidores procuram e analisam o produto na loja e concretizam a compra online - ou vice-versa -, pelo que ter a atribuição correta e apostar num mix de canais será crucial. No entanto, prevemos que muitas empresas hesitarão em voltar a um modelo totalmente in-store, sendo o crescimento da presença online visto como uma necessidade para acautelar o futuro das suas vendas” in Precis Digital.


E no que toca a previsões para a época das Festas...


A pandemia (mesmo que muitos países aparentemente a vivam com uma quotidiano mais “normal”) continua a dar força ao e-commerce:


“[Nos EUA] O e-commerce gerou US $ 32,5 biliões em vendas de final de ano em 2020, um aumento de 32,5% em relação a 2019 [...] Com a transformação do ecossistema digital resultante da pandemia, as vendas de e-commerce deste ano [2021] serão quase o dobro [de 2019]” in ROI Revolution Blog



Ainda assim, antes que se invista numa cerimónia fúnebre para o comércio físico, um último número: 18.9%.


Com todo o crescimento associado ao comércio eletrónico, ele continua a representar menos de 20% do total de gastos previstos para a época das Festas. De novo, estes números dizem respeito aos EUA, embora sejam estes dados extrapoláveis, com os devidos ajustes, para a realidade europeia.


Em Portugal, por exemplo, por alturas da Black Friday de 2021, a SIBS partilhou que o valor das compras online cresceu 39% de 2019 para 2021, sendo que "as compras online voltaram a ganhar destaque [...] ao atingirem 18% em valor do total de compras eletrónicas [online e físicas], comparando com os 16% de 2020 e os 12% de 2019.


Números relevantes, é certo, mas parece que ainda vamos ter os corredores cheios nos Centros Comerciais este ano...

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