Pavel e o seu Telegram: sim, não, talvez?


A privacidade, sempre a privacidade, no centro da mudança.


O Telegram, uma app que permite a troca de mensagens instantâneas concorrente do WhatsApp ou do Facebook Messenger, conta atualmente com qualquer coisa como 500 milhões de utilizadores. Recentemente, um dos fatores que mais impulsionou o seu exponencial crescimento terá sido a cláusula de confidencialidade do WhatsApp, onde a informação pessoal do utilizador pode ser disponibilizada ao Facebook (empresa proprietária do dito WhatsApp).


“As pessoas já não querem trocar a sua privacidade por serviços gratuitos”, terá Pavel Durov então afirmado.


Pavel Durov, o fundador da popular rede social russa VKontakte (2006) e co-fundador, com o seu irmão Nikolai, do Telegram (2013). Para muitos, este bilionário russo é o novo Mark Zuckerberg, com tudo o que de bom e de mau essa definição inclui.



Sobre o Telegram enquanto alternativa ao WhatsApp ou restantes apps de mensagens, muito está ainda por esclarecer, seja sobre a sua capacidade de suster ataques externos (as questões sobre a sua segurança são mais que muitas), o facto das mensagens partilhadas não estarem protegidas com criptografia ponta-a-ponta (como acontece no WhatsApp), a recolha de informação sobre os nossos contactos do telefone (supostamente para nos notificar de quando um amigo adere à plataforma)... Certo é que por estes motivos e por outros tantos, a Forbes lançou em abril de 2021 um artigo com o sugestivo título “Yes, Telegram Really Is ‘Dangerous’ For You”.


Depois, há o factor “Pavel Durov”, figura carismática mas rodeada de dúvidas que, ainda enquanto CEO do VKontakte, recusou partilhar com as autoridades do seu país dados de protestantes ucranianos e que pouco tempo depois decidiu abandonar o país, encontrando-se atualmente em parte incerta. Incluído pela revista Forbes na sua lista “40 Under 40” [2018], recai sobre os seus ombros, em não pequena medida, a manutenção da credibilidade do Telegram e dos dados que lhe são confiados.


A promessa do Telegram, essa, é a de assegurar aquilo que milhões desejam: privacidade nas redes sociais. Será que vai conseguir cumprir?

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